Novo arcipreste de Santa Maria Maggiore  

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Do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé




Sua Excelência Mons. Abril y Castelló
Arcipreste eleito da Basílica Liberiana
76 anos

O Santo Padre Bento XVI nomeou Arcipreste da Basílica Papal de Santa Maria Maggiore em Roma S.E.R. Mons. Santos Abril y Castelló, Arcebispo titular de Tamada, Vice-camerlengo da Santa Igreja Romana.

Sua Eminência Bernard Cardeal Law
do título presbiteral de Santa Susanna
Arcebispo emérito de Boston
Arcipreste emérito de Santa Maria Maggiore
80 anos (recém completados)
Pelo visto a Santa Sé mal esperou aparecer a oportunidade de demiti-lo

O novo Arcipreste substitui o norte-americano Cardeal Bernard Low, que ocupava o cargo desde 2004, quando o Beato João Paulo II o trouxe para Roma afim de poupá-lo, encerrando-o na Basílica Liberiana, dos protestos e da polêmica sobre suas atitudes, insuficientes talvez, com as quais lidou com os casos de pedofilia na complicada Arquidiocese de Boston, que hoje tem suas rédeas puxadas pelo eficiente Cardeal Sean Patrick O´Malley, da Ordem dos Capuchinhos.

Ele tem uma ampla experiência de mais de 20 anos em missões diplomáticas como Núncio Apostólico que já foi junto à Bolívia, Iugoslávia, Argentina e Eslovênia, entre outros.

O Mons. Abril y Castelló, que é certo que futuramente ganhará um barrete vermelho, foi o escolhido pelo Papa para ser Seu comissário "ad actum" como bispo de Pula (Croácia) e assim assinar o acordo entre a Diocese e os beneditinos italianos que reclamavam um mosteiro seu naquela circunscrição. A diocese não estava vacante, mas o bispo de então (que depois da assinatura do acordo voltou ao cargo) se recusava a obedecer sabendo que deveria pagar uma rica indenização aos monges por ter vendido terras do dito mosteiro. Depois o novo Arcipreste perdeu o cargo de bispo "momentâneo" e voltou a assinar "apenas" como Vice-camerlengo da Igreja (desde janeiro deste ano), o número 3 na Igreja, até que hoje sua sala de trabalho mudará de endereço.

Patriarcal Basílica de Santa Maria Maggiore
primeira igreja no Ocidente dedicada à Mãe de Deus
nela está sepultado o Papa Pio V

Nossas orações por seu ministério.

Dom Filippo Santoro, arcebispo de Taranto  

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Do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé




Sua Excelência Dom Filippo Santoro
Arcebispo eleito de Taranto (Itália)
63 anos


Agora sim, mais uma "especulação" do vaticanista Andrea Tornielli aconteceu. Desde o início deste mês falava-se no que hoje foi confirmado: o Bispo de Petrópolis (Rio de Janeiro, S.E.R. Dom Filippo Santoro, foi hoje nomeado pelo Santo Padre Bento XVI como Arcebispo de Taranto (Itália). Fato raro, mas possível: um estrangeiro, bispo de uma diocese de um país que não é o seu, é nomeado para uma diocese no seu país natal. Aqui Dom Santoro nunca poderia ser arcebispo, haja vista para o costume (acreditamos, não confirmado por nenhuma norma jurídica) brasileiro de não ocupar as cátedras arquiepiscopais com bispos sem sangue genuinamente brasileiro.

A nomeação aconteceu depois que o Papa aceitou a renúncia ao governo pastoral da dita Arquidiocese apresentada por S.E.R. Mons. Benigno Luigi Papa, membro professo da Ordem dos Franciscanos Menores, em conformidade com o cânon 401 § 1 do Código de Direito Canônico.

Dom Santoro nasceu em Carbonara, província de Bari e arquidiocese de Bari-Bitonto, em 12 julho 1948. Completou os estudos filosóficos na Università Cattolica del Sacro Cuore de Milão, obtendo o Doutorado em Filosofia. Em Roma, conseguiu a Láurea em Teologia Dogmática, na Pontificia Università Gregoriana, como aluno do Almo Collegio Capranica (n.d.e. um dos seminários romanos)

Foi ordenado sacerdote em 20 maio 1972 para a arquidiocese de Bari-Bitonto.

Depois da ordenação sacerdotal, entre outros cargos, desempenhou os seguintes: sacerdote fidei donum na arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (Brasil) de 1984 a 1996; Reponsável do "Comunhão e Libertação" no Rio de Janeiro de 1984 a 1988 e de 1988 a 1996, em todo o Brasil e na América Latina. Em 1992, participou como teólogo da IV Conferência Geral do Episcopado Latinoamericano em Santo Domingo.

Eleito à sede titular de Tuscamia e nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em 10 abril 1996, recebeu a sagração episcopal em 29 junho sucessivo do Cardeal Eugênio Sales.

Em 12 maio 1994 foi eleito Bispo da diocese de Petrópolis.

Na Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil é Membro do Conselho Permanente e da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé. Também é Grão-chanceler da Universidade Católica de Petrópolis.

É autor de diversas publicações de caráter teológico e filosófico.

A sua Arquidiocese, ao sul da Itália, contava, em 2004, com quase 406 mil batizados, divididos em 86 paróquias em 1.056 km². De sua catedral é titular São Cataldo, segundo bispo da diocese fundada no século VI. A concatedral é dedicada à Grande Mãe de Deus. Há 223 sacerdotes, dos quais 143 são seculares e 80 regulares; 90 religiosos e 266 freiras e 15 diáconos permanentes.

O Arcebispo eleito de Taranto exerceu ainda maior solicitude pastoral quando sua diocese foi atingida por graves desastres fluviais no início deste ano. Demonstrou grande atenção às vítimas e dirigiu apoio material e, sobretudo, espiritual a eles. Há poucos meses sagrou bispo a um sacerdote de seu clero que foi eleito Auxilar de São Salvador da Bahia, Dom Gilson 

Rezemos ao Senhor da Messe que abençoe largamente o ministério episcopal de Dom Santoro, agora mais exigido por essa nomeação para um ofício maior. Que a cada dia Sua Excelência seja mais fiel a Deus e à sua Igreja.

Novo Núncio na Itália  

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Do boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé




Nomeação do Núncio Apostólico na Itália 
e na República de San Marino


Arcebispo Adriano Bernardini
Núncio Apostólico na Itália e em San Marino
69 anos


Contrariamente ao que vinha sendo anunciado, a Nunciatura da Itália e de San Marino não foi ocupada pelo Arcebispo Lorenzo Baldisseri. Para tal cargo, hoje o Santo Padre Bento XVI nomeou S.E.R. Mons. Adriano Bernardini, Arcebispo titular de Faleri, até agora Núncio Apostólico na Argentina.

Apesar de nascido no pequeno vilarejo de Pian di Meleto, foi ordenado em 1968 para o clero da Diocese de Roma. Foi eleito Arcebispo e depois nomeado Núncio em Bangladesh, sendo sagrado há exatamente 19 anos (15 novembro 1992) pelo Cardeal Sodano.

A República de San Marino é a mais antiga do mundo e com a mais velha Constituição do mundo ainda em exercício, com 411 anos. É tão prestigiada que até mesmo Napoleão Bonaparte a respeitou e não a invadiu, desejando, no entanto, expandir seu território. Tem - Deo gratias! - o Catolicismo como religião oficial, professado por mais de 95% de seus habitantes.

Que o novo Núncio ajude nas nomeações episcopais bem melhor do que fez na Argentina, para que feche do melhor modo sua contribuição aos negócios jurídicos da Igreja. Deus o ajude.

Dom Antônio Keller usa luvas pontificais  

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Fotos de rede social


O Bispo de Frederico Westphalen
fez o uso durante entrega de título de monsenhorato




Nem temos palavras ao certo para descrever a alegria de noticiarmos o uso de luvas pontificais da parte do Ex.mo Bispo de Frederico Westphalen Dom Antônio Carlos Rossi Keller. E isto não é um fato isolado, mas mais uma prova da reforma que o venerando bispo tem feito na referida diocese desde quando tomou posse do Bispado, há três anos; e não apenas em rubricas litúrgicas, mas também nestas.

Já é do conhecimento de quem acompanha os atos de Dom Keller, principalmente por meio dos blogs específicos que noticiam isso, que o Bispo tem se dedicado com o mesmo afinco que nutria desde pároco em São Paulo para que as cerimônias litúrgicas de sua diocese expressassem a sacralidade, simplicidade e nobreza que devem ter. Para tanto, já restaurou importantes detalhes nas celebrações às quais preside, usou casula negra na celebração pelos fiéis defuntos, como também já dedicou o belíssimo altar da sua Catedral Santo Antônio.

Felizmente, Dom Keller é um dos corajosos pastores que, amando com verdadeiro amor os fiéis lhes confiados, cada qual segundo suas condições, também querem oferecer a eles a beleza da liturgia que tenta ao máximo traduzir aos olhos e ouvidos a magnificência dos Mistérios de nossa fé. Corajosos homens que se multiplicam pelo Brasil e são o reflexo do movimento litúrgico que inunda a Igreja pelo mundo. Mas, poucos são os que, mesmo na forma moderna do rito moderno, fazem o uso de luvas pontificais, obrigatória na forma extraordinária. Não queremos arriscar ao dizer que no Brasil só temos notícia deste uso por parte de Dom Fernando Rifan, da Administração Apostólica de Campos - mesmo assim, ele, como todos o sabem, as usa na forma extraordinária. Portanto, Dom Keller é o único brasileiro- até agora - que faz o uso das chirotecas na forma ordinária. E este uso começou hoje em sua Diocese:

Aconteceu durante a Missa de anúncio da titulação do monsenhorato Capelão de Sua Santidade ao Rev.do Pe. Leonir Fainello, Pároco da Santa Igreja Catedral diocesana. Na missa rezada neste domingo, dia 13, mais uma vez foi possível observar alguns elementos presentes nas rubricas do antigo Missal: 





1. Primeiramente, o uso das chirotecas, que infelizmente desapareceram nas rubricas modernas. Sua cor ou pode ser a do ofício celebrado ou sempre branca. Segundo as rubricas, o Bispo as reveste antes da casula, dizendo em voz baixa:

Circundai, Senhor, 
as minhas mãos do novo homem que desceu do céu, 
para que, do mesmo modo que Jacó, o Vosso eleito 
coberto de pele de carneiro obteve a bênção paterna, 
a oferta ao pai do alimento lhe foi gratíssima, 
recebei da mesma forma pelas nossas mãos
 a oferta da Vítima salvadora e mereçamos receber 
as graças da Vossa bênção. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, 
que na semelhança da carne [se fez] pecado por nós.


Dom Keller, obediente às rubricas, as usou desde a paramentação na sacristia até o Lavabo, após a incensação do altar e das oblatas, quando as tirou da seguinte maneira: primeiro o anel, depois da luva da mão esquerda, seguida da luva da mão direita, e, após lavar as mãos, recebeu novamente o anel no dedo anelar direito. Somente para consagrar as Espécies e rezar as orações anteriores e posteriores é que o Bispo se desfaz de suas luvas. Ademais, ele as tira quando da imposição das mãos nas ordenações de ministros sagrados, devido à importância do contato de suas mãos com a cabeça do ordenando.





2. O Pároco da Catedral, que também é Cônego Catedrático da diocese, não concelebrou a missa, mas estava vestido com batina preta com detalhes e faixa violetas e paramentado com sobrepeliz. À Comunhão, recebeu de seu cerimoniário a estola sacerdotal branca para que assim comungasse e depois distribuísse o Augusto Sacramento aos fiéis.





Ainda foram usadas sete velas sobre o altar, o Bispo esteve paramentado com a dalmática pontifical e deu o ósculo da paz ao novo monsenhor. Os paramentos foram em cor branca, mesmo sendo rezado o ofício do XXXIII Domingo Comum, devido à solenidade da cerimônia.





















Semelhantemente ao Consistório para a criação de Cardeais,
a titulação do monsenhorato (como também do canonicato)
baseia-se na imposição do barrete próprio
e a entrega do documento que testifica o título


O novo monsenhor exibe o documento emitido pela Santa Sé
que lhe concede o título de Capelão de Sua Santidade
que precederá o seu título de cônego em sua assinatura pessoal




Detalhe para os dedos polegar e indicador juntos










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Portanto, e não só por isso, mas por tudo o que Dom Antônio Keller tem feito em sua Diocese de Frederico Westphalen, elevemos orações a Deus por sua fidelidade à Igreja,  por seu ministério episcopal e por seu zelo litúrgico e sua crescente coragem em restaurar importantes detalhes do tesouro espiritual católico.


Que mais pastores, a exemplo deste bispo e sensíveis aos sinais dos tempos, descubram o valor que audaciosas atitudes têm no redescobrimento do sagrado de seus fiéis.

Queiruga é vetado de instituto de teologia  

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Andrés Torres Queiruga
Teologia distorcida, mas, agora vetada em Bilbao


É de se alegrar que Queiruga tenha sido vetado de falar de sua "teologia", depois que afirmou e reafirmou em setembro no Recife, entre outras coisas,  que não há possessões diabólicas, nem muito menos ação dos anjos bons no mundo.

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Com informações do Humanitas Unisinos


Mons. Maria Iceta Gavicagogeascoa
Bispo de Bilbao desde 24 agosto 2010
46 anos


O Bispo de Bilbao (Espanha), S.E.R. Mons. Mario Iceta, que é médico e estudou Teologia na Universidade do Opus Dei em Navarra, impediu que o famoso teólogo galego Andrés Torres Queiruga passasse a lecionar no atual ano letivo um curso de formação no Instituto Diocesano de Teologia e Pastoral, já que ele "não se trata de uma pessoa representativa da diocese".

Segundo um professor do Instituto, sempre foi utópico, impensável e equivocado o desejo de autonomia da autoridade episcopal, fato lamentado pelo diretor, o teólogo pe. Javier Oñate, que já presumia que o "velho debate" com o governo diocesano não frutificaria na desejada autonomia do IDTP. Apesar de pertencer ao Fórum de Padres de Bizkaia, uma coletivo crítico que fiscaliza o Bispo de Bilbao, o pe. Oñate foi ratificado pelo Mons. Iceta no cargo de diretor do Instituto, como também é membro do Conselho de Presbíteros.

Posse canônica de Mons. Iceta em Bilbao
Da esquerda para a direita,
Mons. Ricardo Blázquez, arcebispo de Valladolid
Arcebispo Renzo Fratini, Núncio apostólico na Espanha
11 outubro 2010

Até hoje, nenhum Bispo de Bilbao - para a glória de Deus - apoiou a independência teológica e administrativa deste instituto diocesano. Mons. Ricardo Blázquez, antecessor do Mons. Iceta, fez pequenas modificações no estatuto para ter uma maior possibilidade de intervenção, posição ainda mais seriamente assumida por Mons. Iceta. Não obstante, os círculos mais progressistas da diocese defendem o trabalho do IDTP, "que elaborou programas muito compensados em uma atividade muito próxima à pastoral".

Não falta quem defenda o pensamento de Queiruga e a sua teologia, que, segundo alguns, é "dentro do dogma católico", não é "incendiário, nem de panfletagem e aventureiro, mas moderado".

Apesar da polêmica, Queiruga está entre os convidados do 125º aniversário da Universidade jesuíta de Deusto, junto com o Arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Que mais pastores e outros responsáveis por centros de formação intelectual católica tenham a mesma consciência e coragem do Bispo de Bilbao, importando-se também pela salvação de seus fiéis quando não permitirem que teólogos que desmentem e escarnecem o Magistério possam lecionar e falar abertamente da fé da qual só a Igreja tem a custódia e o correto ensino.

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 É, os tempos são outros, Queiruga. O cenário sócio-político mundial é outro e velhos discursos devem ser atualizados, senão revistos. Já não há tempo para teologias distorcidas. Nossos ouvidos já estão cansados delas! Não é preciso observar muito para saber qual o discurso teológico para os nossos dias: a doutrina clara e verdadeira.